segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011


O passado é gritante, as cicatrizes ainda prevalecem e me sinto um fraco. Meu corpo sente dor, estou de fato sem rumo, sem direção. Meu coração habita a beira do precipício querendo se suicidar; As feridas foram tantas que estou mutilado, sangrando... Só a morte posso clamar. Minha vida se apagou como uma fogueira ao amanhecer, só restaram brasas.
O choro todas as noites é inevitável, sem lágrimas ou soluços, choro esse que sussurra do coração. A chuva lava o salgado das lágrimas em meu rosto, lágrimas essas que são em vão, pois estou sozinho no fundo desse poço úmido e vazio.
Quanta dor... Todos aqueles dias que poderíamos estar juntos, foram trocados por doce ilusões. Sou culpado, fui condenado e agora todas as noites durmo nos calabouços mais profundos da solidão. O juiz, era EU. Julgou a tudo e a todos, me condenou, me usou, fui manipulado, fui fraco nas mãos do meu ego, fui sujo...No fundo era só eu, sendo eu mesmo, era só mais um ser-humano igual a todos os outros. Nunca seremos diferentes, sempre seremos amantes das distrações e futilidades, amantes da dor

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